segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Investigadores antigos e modernos da Ordem do Templo, em Portugal.

Também por me parecerem — e serem! — verdadeiramente importantes os estudos históricos realizados por investigadores antigos e modernos — de que destaco, manifestamente, os nomes de Pedro Álvares Seco (1) [séc. XV]; fr. Jerónimo Roman (2) [ou Romano] [séc. XVI]; fr. António Brandão [1584-1637]; Alexandre Ferreira (3) [1664-1737]; fr. Bernardo da Costa [1701-1779] — porventura, estes dois últimos, os mais importantes dos investigadores que, num tempo mais ou menos próximo de quase trezentos anos, se debruçaram e escreveram, quase que exclusivamente, sobre a Ordem do Templo em Portugal; fr. Joaquim de Santa Rosa de Viterbo [1744-1822]; o historiador alemão Eric Schæffer (4) [sécs. XVIII-XIX]; Alexandre Herculano [1810-1877]; Vieira Guimarães [1864-1939]; Amorim Rosa, Manuel da Silva Castelo-Branco, António Lopes Pires Nunes, Mário Jorge Barroca, Saul António Gomes, Paulo Pereira, Nuno Villamariz Oliveira, Maria Sofia Dias Rodrigues, Paulo Alexandre Loução, entre poucos mais —, dados em textos de honestíssima investigação e criteriosa narrativa, contribuindo, desta forma, para um melhor esclarecimento para a História — de personagens e factos — que relembrará a existência e passagem da Ordem do Templo em Portugal.
[José Manuel Capêlo, As Sedes Templárias em Portugal, Castelo Branco, a Cidade-Capital Templária de Portugal: de 1215 a 1314, Codex Templi, Capítulo VII, p. 161, notas 21 a 24.]

Notas do Autor:

(1). — Aquele Pedro Álvares Seco que por mando de El-Rei D. Sebastião, no ano de 1560 escreveu o tombo das rendas e direitos do Convento de Tomar e comendas da Ordem de Cristo, em dois volumes, que se encontram manuscritos na Biblioteca Nacional. (...) [J. Ribeiro Cardoso, Castelo Branco e o seu Alfoz, achegas para uma monografia regional, p. 20.]
(2). — Monge de origem castelhana.
(3). — Que escreveu um Suplemento Histórico ou Memorias, e Notícias da Celebre Ordem dos Templários, para a História da admirável Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo, Parte Primeira, Tomo Primeiro; e umas Memorias, e Noticias Históricas da Celebre Ordem Militar dos Templários na Palestina, para a Historia da admirável Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo em Portugal, Tomo Segundo da Primeira Parte, ambas publicadas em 1735. Há um terceiro volume, Historia das Ordens Militares que houve no Reyno de Portugal, que nunca chegou a ser publicado, devido à morte do seu autor, mas que corre em edição fac-similada, como os dois anteriores.
(4). — Que escreveu uma belíssima e muito correcta História de Portugal, em cinco volumes, que o próprio Herculano referiu muito elogiosamente, já que lhe teria sido extremamente útil para a sua História de Portugal, desde o começo da monarquia até o fim do reinado de Afonso III, publicada em 4 volumes [1ª edição de 1847].

Nota nossa:

Poderemos acrescentar vários nomes de investigadores portugueses, que, por esquecimento ou desconhecimento à altura da publicação do seu livro, José Manuel Capêlo não citou. São eles: P. M. Laranjo Coelho, Iria Gonçalves, Maria Alegria Fernandes Marques, Manuel Sílvio Alves Conde, Isabel Morgado de Sousa e Silva, Ernesto Alves Jana ou José Manuel Vargas, entre poucos mais.
É apenas uma achega ao número daqueles que se debruçam sobre a documentação, existente e/ou visível, da Ordem do Templo no nosso País.

Até breve.

1 comentário:

Maria disse...

Pesquisadores ilustres, como René Guenón e Julios Evola, omitiram nas suas obras o passado do Portugal Templário.
Há na Europa uma conspiração de silêncio.
Atienza, mesmo aqui ao lado, parece ignorar factos que não pode ignorar.
O tempo e a história iludem-nos. Por seis séculos, foi preciso guardar o segredo. Mas os ciclos começam, e acabam, sem que deles conheçamos a perfeita exactitude. Cumprem-se agora. Não nos mostra isso, o mundo? Pé ante pé, o Naros levanta a manta e, os segredos… espreitam. Cai a Grécia, cairá Roma, veremos de novo a Luz Citânea.

Em A ESTALAGEM DO QUINTO CAMINHO, a verdade começa a emergir, é preciso ter agora coragem para a defender.
O livro está publicado online e pode ser pesquisado no Google.