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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Templários como corpo militar de elite.

Templários em combate.

Os investigadores já são unânimes em considerar que o papel dos Templários como corpo militar de elite começaria a tornar-se decisivo, no auxílio às pretensões de D. Afonso Henriques, a partir da conquista de Santarém, em 1147. É possível que a Ordem, ao receber do rei, como gesto de reconhecimento pelo seu papel decisivo em tão importante conquista, o direito eclesiástico desta urbe e suas respectivas rendas, tenha tido a intenção de aqui estabelecer uma forte presença, a avaliar pela sua actividade edificadora, cujos exemplos mais sonantes foram a igreja de Santa Maria da Alcáçova, a igreja de Santiago (de Marvila), as muitas propriedades na periferia e, porventura, o auxílio na reconstrução das muralhas da cidade.
[Nuno Villamariz Oliveira, Castelos da Ordem do Templo em Portugal, 1120-1314, Vol. I, pp.. 156-157.]


Até breve.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

701 anos.

Comemoram-se exactamente hoje 701 anos do dia em que - logo pelo raiar da manhã, dessa sexta-feira, 13 de Outubro de 1307 - um pouco por toda a França de Filipe IV, o belo, onde quer que existisse uma comenda, uma igreja, uma herdade, um lugar onde pudesse existir um Templário, ou sombra dele, os sicários do executor principal, Nogaret, procederam sem temor e com extrema ousadia, no arresto de qualquer um que encontrassem. Submissos e crentes deixaram-se apanhar na teia montada pela inventiva capaz e cálculo extremado do conselheiro real. Impressionante, já que só o poder que a Ordem ostentava e a força militar que sabiam ter seria um primeiro obstáculo a pensar-se, quanto mais ousar-se, a uma qualquer acção directa. A realidade tem destas verdades e a História, sendo igual para qualquer Tempo, repete-se.
Apenas para lembrar...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Linha de defesa na Beira Baixa e em Ribacôa.

(…) os Templários construíram os castelos de Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e Penamacor, enquanto foram sendo edificados no Maciço Central os castelos de Castelo Novo e Sortelha, ambos templários, que separavam os teatros de operações da Beira Baixa e do Ribacôa. Já em meados do séc. XIII e com os árabes expulsos, desenha-se um novo perigo vindo de Leão e são ainda os Templários que edificam uma última linha de defesa, agora a leste, na fronteira leonesa, com os castelos de Zebreira, Segura e Penha Garcia [1256, o último castelo templário na Beira Baixa]. [António Lopes Pires Nunes, Dicionário de Arquitectura Militar, p. 229, Caleidoscópio, Casal de Cambra, 2005.]
Até breve.

sábado, 19 de julho de 2008

Uma passagem de Os Templários, de Régine Pernoud.

Hoje lembrei-me de respigar uma passagem do livro Os Templários, de Régine Pernoud, pp. 60-61 (2ª edição), quando ela lembra a construção, em forma octogonal, da charola do Castelo de Tomar:
No entanto, é na Península Ibérica que hoje em dia se encontram os exemplos mais impressionantes de igrejas tendo realmente pertencido à Ordem do Templo e construídas sobre planta circular: a igreja dita da Verdadeira Cruz, em Segóvia [Espanha], e a charola de Tomar, em Portugal. Nestas regiões, onde a Ordem do Templo era levada a manifestar-se na sua função guerreira, como na Terra Santa, as construções são fortalezas, como as que encontramos no Oriente ou em raros casos como o do Templo de Paris, que era a «casa principal», uma das casas principais da Ordem. No que se refere ao edifício propriamente religioso, a igreja de Segóvia, consagrada em 1208, foi intencionalmente construída para recordar o Santo Sepulcro de Jerusalém (e não o Templo de Salomão!); continha uma famosa relíquia da Verdadeira Cruz, que São Fernando [ o rei Fernando III de Leão e Castela], rei de Espanha, veio venerar. A charola de Tomar, essa, foi construída em diversas campanhas sucessivas, o andar inferior em planta octogonal, em seguida o deambulatório comportando dezasseis vãos.
Para concluir, a forma circular, embora se encontre, por vezes, na arquitectura religiosa dos Templários, não pode, de maneira nenhuma, ser considerada como uma das suas características. [Publicações Europa-América, Mem Martins, s/d. (1996?)]
Queremos, desta forma, fazer interessar quem se debruça pela morfologia histórica e pela essência viva, que é aquela que verdadeiramente deverá interessar a quem estuda a Ordem do Templo, na generalidade, e em particular, em Portugal.