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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mata.

A curta distância de Monsaraz, a sudoeste desta vila e confinando com a referida herdade do Xarez registam-se, ainda hoje [1976], os dois microtopónimos Mata ou Matas e Geralda. Embora fugidiamente importa fazer curta ronda sobre estes dois topónimos dos arredores de Monsaraz.
Mata pretendia significar, por certo e a avaliar pelo largo uso que durante a Idade Média foi dado ao vocábulo, uma zona paisagística dos arredores de Monsaraz outrora povoada por densa vegetação do tipo do clássico matagal ibérico onde, como se sabe, a espécie dominante de cistáceas foi sempre, e continua a ser ainda hoje, a esteva ou xara nas suas duas variedades mais correntes: a esteva das «cinco chagas» com cinco máculas roxas ou bronzeadas na base das cinco pétalas ou então de flores todas brancas, conhecida em Espanha pela designação de «estepa».
[José Pires Gonçalves, Monsaraz da reconquista, Anais, Academia Portuguesa de História, Volume 25, p. 15, Lisboa, MCMLXXIX (1979).]
Até breve.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Conquista de Monsaraz.

castelo de Monsaraz.

Só mais tarde, talvez em 1232, nas operações conduzidas ao longo do áspero e escalvado vale do Guadiana pelo rei D. Sancho II, auxiliado por templários, calatravos e espatários, Monsaraz volta de novo, e desta feita definitivamente, à posse dos cristãos. A sua guarda foi, então, confiada à Ordem do Templo.
[José Pires Gonçalves, Monsaraz, vida, morte e ressurreição de uma vila alentejana, p. 11, Edição da Casa do Alentejo, Lisboa, 1966.]
Até breve.