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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Nunca os portugueses tomaram parte nas Cruzadas…

Mas a dinastia, fundada por Henrique em Portugal, nunca tomou parte nas cruzadas. Nas histórias de Portugal, afirma-se que o rei D. Sancho I projectara uma cruzada ai pelo ano de 1188, mas que desistira dela unicamente por causa do perigo mourisco.
(…) Não somente os reis se retraíam das cruzadas, mas também os cavaleiros e o povo. Repetidas vezes os historiadores portugueses tomaram a peito determinar a parte que o seu povo tomara nas cruzadas. Descartando velhas fábulas, à excepção dum templário e dum cavaleiro de S. João, fica apenas um único cavaleiro português, Sueiro Raimundo, que talvez se incorporou na terceira cruzada.
[Carl Erdmann, A ideia de Cruzada em Portugal, pp. 7 e 10.]

Até breve.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Os dízimos para as Cruzadas.

Trecho 3º. — Os dízimos para as Cruzadas.

A percepção e a aplicação dos dízimos da cruzada permitem igualmente tirar algumas conclusões, embora toda a cautela seja pouca na apreciação destas medidas financeiras que, com o tempo, se tornaram em elemento muito importante na administração fiscal da Cúria. Os dízimos ou vintésimos, que em 1215 foram decretados no concílio de Latrão, em 1245 e 1274 no de Lyon e em 1312 no de Viena, deviam também ser pagos pelo clero português.
No século XIII, não podiam mesmo ser utilizados para a guerra com os mouros em Portugal. Honório III não acedeu a um pedido que, com esse intuito, lhe fora feito pelo clero português e, em 1268, Clemente IV outorgou ao rei D. Afonso III dinheiros da cruzada, unicamente depois de obter a promessa duma cruzada à Terra Santa
. [Carl Erdmann, A ideia de cruzada em Portugal, Ed. do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, pp 14-15, Coimbra, 1940.]

Até breve.