Mostrar mensagens com a etiqueta Idanha-a-Nova. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Idanha-a-Nova. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A muralha de Idanha-a-Nova.

O que resta de uma das muralhas do castelo de Idanha-a-Nova.

Não obstante os contributos que a arqueologia tem trazido, as muralhas de Idanha-a-Velha continuam a levantar problemas de datação.
(…) O perímetro será de origem romana, terá permanecido ou sido aproveitada durante o período visigótico e, após a sua destruição, foi levantada durante a Reconquista. Certos traços de muralha fazem também supor ter havido nela uma intervenção árabe, nomeadamente no Séc. X (período califal), quando se utilizava a técnica da “Soga e Tison” e se mostravam, com um certo ritmo, as faces menores dos paralelipípedos de pedra; todavia, esta última hipótese só poderá ser confirmada por uma escavação muito cuidadosa.
A cerca, que está em grande parte reconstituída, tem inúmeras pedras em “Opus Quadratum” de origem romana, sem qualquer dúvida, muitas delas almofadadas à maneira romana, com inscrições romanas e ostentando sinais de uso de “forfex”.
A muralha, de forma ovalada, tem um perímetro de 754 metros, rodeando uma área de aproximadamente 4 hectares. Em certos troços atinge uma altura de cerca de 6 metros, variando a sua espessura entre 2 a 5 metros
.
(…) a cerca tinha duas portas, definindo-se sensivelmente uma orientação geral N-S no eixo que as une. A Porta Norte, com que deparamos logo que se chega à povoação, que ostenta arcos romanos, encontrava-se soterrada e foi posta a descoberto por D. Fernando de Almeida.
A Porta Sul, ou do Ponsul, foi reconstruída pelo mesmo arqueólogo que pacientemente foi procurando no amontoado das ruínas as aduelas adequadas
.
[António Lopes Pires Nunes, Os castelos Templários da Beira Baixa, pp. 106-107.]

Até breve.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O castelo de Idanha-a-Nova (II)

No interior do castelo havia uma alterosa torre de menagem com 3 vãos e a Igreja Matriz, hoje de estilo renascença, mas de origem medieval sem torre sineira incorporada. Os sinos foram colocados entre as ameias da vizinha torre da segunda cerca, que poderá corresponder à actual torre sineira, que tem ainda patente uma entrada gótica.
Na vista tirada da banda sul
(1) constata-se que a vila de Idanha-a-Nova não teve muralha a cercá-la como sucedeu em Monsanto, Penamacor ou Castelo Branco e ainda a existência de outro templo extra-muros. Neste desenho são muito visíveis as troneiras da defesa da entrada. Observa-se também a entrada quadrada da segunda cerca, bem defendida pelas troneiras dos torreões laterais e pelas troneiras do alto do torreão pentagonal. Fora do castelo destaca-se a capela já referida e, no meio da vila, um pelourinho de gaiola, provavelmente de madeira.
[António Lopes Pires Nunes, Os castelos templários da Beira Baixa, p.74.]

Nota nossa:

(1). - Segundo desenho de Duarte d’Armas, in Livro das Fortalezas.

Até breve.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O castelo de Idanha-a-Nova.

Fundado em 1187, por D. Gualdim Pais, Mestre dos Templários, o castelo de Idanha-a-Nova é dos mais antigos da Beira Baixa e poderá ter sido construído para, em conjugação com o de Monsanto, contribuir para a defesa de Idanha-a-Velha que, localizada em planície, era praticamente indefesa apenas com as suas muralhas. (A atribuição da carta de doação é posterior e remonta a 1206.)
A planta do castelo evidencia-nos ser um castelo pequeno, constituído essencialmente pelo palácio dos alcaides e dispondo de um pequeno pátio com entrada autónoma pelo lado oposto à entrada principal do castelo
.
[António Lopes Pires Nunes, Os castelos Templários da Beira Baixa, Cadernos de Património Cultural da Beira Baixa, p. 73.]

Até breve.