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segunda-feira, 6 de abril de 2009

O castelo de Monsanto da Beira. (IV)

No Séc. XII, quando o castelo foi construído, a entrada na cerca fazia-se pela porta, provavelmente aquela que ainda existe, que fora rasgada num pano de muralha encaixado entre as rochas. A ampliação do pormenor da porta permitiria apreciar melhor a sua configuração e faz-nos perceber que, frente a ela, havia um elemento arredondado que ia até ao nível da sua soleira.
O estilo da porta, a configuração das ameias do pano de muralha e dos torreões que a protegiam e a seteira que está desenhada ao lado da porta são elementos coerentes entre si e típicos dos castelos dos primeiros tempos da Nacionalidade, ou seja, dos castelos templários
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[António Lopes Pires Nunes, Os castelos templários da Beira Baixa, p. 76.]
Até breve.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O castelo de Monsanto da Beira. (III)

Fruto de várias reconstruções e adaptações há no castelo de Monsanto elementos de várias épocas que merecem um pouco da nossa atenção.
A planta do castelo, também desenhada por Duarte d’Armas, tem representada a porta de entrada com o seu sistema defensivo, a torre de menagem, a cisterna e outros elementos esclarecedores a que se deve dar a maior atenção, nomeadamente à existência de uma muralha à volta da povoação velha, a que Duarte d’Armas chama “muro da villa”
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[António Lopes Pires Nunes, Os castelos templários da Beira Baixa, p.76.]
Até breve.

sábado, 28 de março de 2009

O castelo de Monsanto da Beira. (II)

O interior do castelo é desnivelado e compartimentado em três recintos, situando-se a porta da traição, a torre de menagem e a cisterna no terreiro do segundo recinto. Nos primeiros séculos da sua vida, o castelo não tinha a cidadela superior, onde está implantado o talefe, para onde se entra por uma porta situada próxima da cisterna, aberta já tarde.
No recinto da torre de menagem havia ainda a tradicional capela de Santa Maria do Castelo, que os tempos levaram e é recordada pela tradição e pelo nome da íngreme rua que, da povoação, nos conduz ao alto.
Para compensar a falta de visão para o lado da capela de S. Miguel erigiu-se, fora de portas, uma torre de vigia (Atalaia), denominada Torre do Pião, hoje praticamente destruída, como já o estava no Séc. XVI
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[António Lopes Pires Nunes, Os castelos templários da Beira Baixa, p.76.]
Até breve.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O castelo de Monsanto da Beira. (I)

Castelo de Monsanto.
[foto da "Colecção Portugal Século XXI".]

Um visitante de Monsanto da Beira, que suba a montanha para alcançar o cume, dá conta que o castelo foi construído sobre as massas rochosas do maciço, característica que lhe confere uma configuração irregular e o tornava praticamente inacessível, em tempos medievais. A cerca primitiva era interrompida, a espaços, por sete torreões prismáticos rectangulares, ligados por curtos panos de muralha sobre as rochas, alguns dos quais já não existem. Também desapareceram as ameias do corpo estreito com remate triangular que coroavam os torreões e ornamentavam os muros.
A porta da entrada principal, era originariamente defendida por dois torreões laterais muito alterosos e situados numa posição sobranceira (vista tirada da banda norte) e teve ainda a defendê-la um pequeno reduto, com três troneiras, ainda existente, e uma interessante, original e grande couraça. A porta da traição, ainda patente aos nossos olhos, rasga-se no lado oposto da cerca
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[António Lopes Pires Nunes, Os castelos templários da Beira Baixa, p.76.]
Até breve.